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POBREZA E EXTREMA POBREZA CRESCEM NO BRASIL DESDE O IMPEACHMENT

Publicado em: 2018-12-06

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Desde 2016, ano em que o governo federal foi alternado com um processo de impeachment, o contigente de brasileiros considerados "pobres" segundo o padrão do Banco Mundial cresceu de 25,7% da população para 26,5%. Isso significa que, em 2016, havia 54,8 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 406 por mês (5,50 dólares por dia). Agora são 2 milhões a mais nessa mesma situação.

O IBGE divulgou um relatório apontando ainda outro dado alarmante: o número de brasileiros em situação de "extrema pobreza" (que vivem com menos de 1,90 dólar por dia, ou R$ 140 por mês) também saltou entre 2016 e 2017. No total, mais 1,7 milhão de pessoas entraram nesta categoria, que representa 7,4 da população - antes, eram 6,6%.

"Do total de moradores em domicílios em que a pessoa de referência era uma mulher sem cônjuge e com filhos de até 14 anos, 56,9% estavam abaixo dessa linha [da pobreza]. Se a responsável pelo domicílio era uma mulher preta ou parda (igualmente sem cônjuge e com filhos no mesmo grupo etário), essa incidência subia para 64,4%", informou o IBGE.

De acordo com o instituto, o País precisaria de R$ 10,5 bilhões mensais para erradicar a pobreza, ou seja, para que nenhum brasileiro viva com menos de 5,50 dólares por dia.

Para a linha de extrema pobreza (R$ 140 por mês ou US$ 1,90 por dia), o montante necessário para que todos alcancem essa linha era de R$ 1,2 bilhão por mês.

"Em 2016, faltavam, em média, R$ 183 para que cada pessoa abaixo da linha da pobreza conseguisse superar essa barreira. Esse hiato aumentou em 2017, para R$ 187 reais", destacou a Folha.

Os dados foram apontados no relatório Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, divulgado pela Folha de S. Paulo nesta quarta (5).

Com a crise dos últimos anos, a taxa de desocupação saltou de 6,9% em 2014 para 12,7% em 2017: são 6,2 milhões de pessoas a mais desocupadas. E mais: em 2017, 2 a cada 5 brasileiro são trabalhadores informais.

Fonte: www.jornalggn.com.br