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PIMENTA: PREVIDÊNCIA DE BOLSONARO MANTÉM PRIVILÉGIOS E ATACA DIREITOS DO POVO

Publicado em: 2019-03-12

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), afirmou nesta segunda-feira, 11, em audiência pública, que a proposta de "reforma" da Previdência enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro é "cruel contra os pobres e covarde com os privilegiados"; "A PEC não toca nos privilegiados, mas é cruel contra os trabalhadores que se aposentam pelo INSS", comparou o líder.

247 - O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), afirmou nesta segunda-feira, 11, durante audiência pública, que a proposta de "reforma" da Previdência enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro é "cruel contra os pobres e covarde com os privilegiados".

"A PEC não toca nos privilegiados, mas é cruel contra os trabalhadores que se aposentam pelo INSS", comparou o líder. Segundo ele, da parte do PT não haverá diálogo para aprimorar a PEC, já que ela é conceitualmente perversa e destrói o sistema de Previdência pública no País, colocando em seu lugar um sucedâneo voltado a favorecer banqueiros e o sistema financeiro em geral, com a criação de previdência privada. "Precisamos rejeitar essas propostas integralmente", asseverou.

Para Pimenta, a PEC de Bolsonaro será letal para os pobres do País, que, na prática, não terão condições de se aposentar. Citou os trabalhadores rurais, que, pela proposta, terão que contribuir durante 40 anos para se aposentar. Pimenta citou também o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que hoje é concedido no valor de um salário mínimo a pessoas abaixo da linha de pobreza acima de 65 anos mesmo que não tenham contribuído para a Previdência.

Para o líder, oferecer BPC de R$ 400 por mês e reduzir as aposentadorias serão uma bomba potencial contra 70% dos municípios brasileiros, nos quais a maior fonte de renda são os benefícios pagos pela Previdência Social, que superam, inclusive, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), transferidos pelo Governo Federal, como previsto na Constituição.

"O fim ou a redução expressiva do pagamento dos benefícios colocará em risco não só a proteção social dos aposentados e beneficiários, mas também a economia de centenas de milhares de municípios, em especial os pequenos e médios", observou Pimenta.

Fonte: www.brasil247.com