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CONTRA AS REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Publicado em: 2017-12-20

Durante todo o ano de 2017, o Sindcon se uniu aos demais sindicatos, as centrais sindicais e aos movimentos sociais e populares contra todos os retrocessos impostos ao povo brasileiro pelo golpe de Estado de 2016, um golpe do capital contra o trabalho cujo principal objetivo é a restauração do neoliberalismo no Brasil, que fez da classe trabalhadora e dos sindicatos seus principais alvos e vítimas.
Em artigo o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Adilson Araújo, afirma que as forças conservadoras dispõem de meios poderosos para empreender um combate sem tréguas contra as lutas sociais e, em particular, a organização sindical, que busca desmoralizar e destruir diariamente através da mídia burguesa e outros meios.
Atentado
Para ele o capitalista tem plena consciência da impotência do trabalhador isolado, assim como da força extraordinária da ação coletiva de classe, verificável nas greves e em particular na greve geral, que engloba o conjunto das categorias.

A reforma trabalhista é um atentado contra o Direito do Trabalho, a CLT e a própria Constituição de 1988. Para que se transforme em realidade sem maiores traumas faz-se necessário golpear as entidades sindicais. Foi com este objetivo que entre as mudanças introduzidas na legislação trataram de incluir também o fim da Contribuição Sindical, pela qual é descontado dos assalariados o valor equivalente ao que recebe por um dia de trabalho com a finalidade de financiar a ação sindical.

Para os golpistas os sindicatos devem ser enfraquecidos, neutralizados e se possível destruídos

Em contraposição, os trabalhadores e trabalhadoras dotadas de consciência de classe sabem que é necessário fortalecer a organização sindical para preservar direitos e avançar na conquista de condições mais humanas e justas de trabalho. A lógica dos golpistas é simples e cristalina: com o movimento sindical enfraquecido a resistência à ofensiva contra os interesses da classe trabalhadora - em relação não só à CLT como à Previdência e muitos outros temas – será facilmente neutralizada.

O trabalhador isolado é completamente impotente frente ao capital. A força da classe reside em sua união e ação coletiva através dos sindicatos. As conquistas tornam-se perenes quando transformadas em leis e defendidas com ardor não por um indivíduo ou outro mas pelo conjunto da classe. O conteúdo básico da reforma trabalhista, vai exatamente na contramão, com a prevalência do negociado sobre o legislado e outros itens, seja a tentativa de individualizar as contratações e negociações em detrimento da ação coletiva e organizada

Instrumento de luta
A mídia empresarial, que teve papel central no golpe de Estado que conduziu Temer e Cia ao Palácio do Planalto, procura incutir no trabalhador uma cultura antissindical, desmoralizando e demonizando suas lideranças. O Sindcon alerta a categoria para se manter unida, rejeitando a imagem forjada na mídia sobre o sindicalismo e os sindicalistas em campanhas ideológicas, cujo objetivo é afastar os trabalhadores e trabalhadoras da ação sindical e de seus dirigentes. Isto enfraquece a luta comum em defesa dos interesses e direitos da classe, hoje sob intenso bombardeio dos neoliberais.

Os sindicatos são a expressão da ação organizada das categorias, que garantem aos trabalhadores e trabalhadoras as conquistas e o efetivo cumprimento da legislação. São instrumentos para a luta coletiva contra a exploração capitalista, bem como as arbitrariedades e abusos cometidos pelo patronato contra os assalariados.

Fortalecer os sindicatos é, portanto, um pressuposto para a boa condução da luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Enfraquece-los, como é claramente o propósito da reforma trabalhista sancionada por Temer, significa reduzir ou fragilizar a capacidade de resistência e luta das categorias, o que beneficia os interesses do capital em detrimento do trabalho.

Fora Temer!
Um Brasil próspero, democrático, soberano e voltado para o bem estar do seu povo depende de sindicatos fortes em sintonia com os interesses nacionais, e que não luta apenas pelos objetivos corporativos da categoria, mas abraça uma causa maior vinculada à melhoria de vida dos trabalhadores e trabalhadores, o desenvolvimento nacional, a valorização do trabalho, a afirmação da soberania nacional e da democracia.

Fonte: ASCOM