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ABOLIÇÃO INACABADA EM MINAS GERAIS, PERSISTE A PRÁTICA PERVERSA DE SERES HUMANOS ESCRAVIZADOS

Publicado em: 2018-05-14

Brasil seguiu construindo senzalas e trocando trabalho por comida após abolição. A cidade de Antônio Dias (MG) possui histórias seculares que trazem as tristes marcas do período de escravidão no Brasil. Marcas cada vez mais presentes por conta da abolição inconclusa.

Minas Gerais é um estado sabidamente assim chamado pela sua riqueza mineral: ouro, diamantes, minério de ferro, alexandrita e outros mais. Durante o período colonial do país, as investidas de bandeirantes como Borba Gato e Antônio Dias de Oliveira, devastavam o interior em prol das riquezas escondidas. Formaram vilarejos, distritos, cidades.

Assim foi com a freguesia Nossa Senhora de Nazaré de Antônio Dias, elevada posteriormente à cidade de Antônio Dias. Distante cerca de 180 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade possui fazendas e histórias seculares que trazem as marcas do período da escravidão e a abolição inacabada que chega aos 130 anos ainda sob o signo do racismo.

Além das fazendas de escravos, a região possui também pelo menos três comunidades quilombolas: Baú, Mangorreira e Indaiá, sendo que apenas Indaiá foi reconhecida; as demais estão em processo de comprovação da ancestralidade escrava.

A assinatura da Lei Áurea oficializa o fim do trabalho escravo formal, porém, em processos algumas vezes velados, pessoas como Joana dos Santos, nascida já no século 20, vivenciaram a experiência de trabalhar em troca “daquilo que queriam pagar.”

Confira a videorreportagem no Youtube
https://www.youtube.com/watch?v=npbM5ftx50Y





Foto: Dona Ambelina dos Santos, 84 anos, moradora mais velha da comunidade de Indaiá / Nilmar Lage

Fonte: Nilmar Lage | Rede de Colaboração Brasil de Fato | Antônio Dias (MG)